domingo, 19 de maio de 2019

Observação de aves no Município de Capitão







             Seguindo nosso cronograma  de saídas, chegou a vez de conhecermos um município da parte alta do Vale do Taquari, município este que possui poucos registros fotográficos postados no site Wikiaves, e pouco explorado por nós do Coa Vales. O local  escolhido foi uma pequena gruta com uma bela cachoeira rodeada por morros com matas em suas encostas  e com pontos de vegetação  em ótimo estágio de regeneração.





Estrada local            Foto Alexandre Picoli




Estrada local II                                  Foto Alexandre Picoli





Pula-Pula-Assobiador                       Foto Alexandre Picoli



                Já no local por volta das 6:30 da manhã, aos poucos todos foram chegando, e sem demorar muito resolvemos partir para observação de fato percorrendo as estradas locais fotografando o que aparecia no caminho. A mata já se mostrava bem agitada, Nhambú- Chintã e sua vocalização inconfundível.....pra uns....pra mim as duas espécies que ocorrem aqui tem a voz muito parecidas, consigo identificar pela fisionomia, mas pelo canto nem pensar. Outras espécies foram observadas como Ferro-Velho, Tiê-de-Topete, Caneleiro-Preto, Arapaçú-Escamado-do-Sul, uma enormidade de Saíra-de-Papo-Preto, foi até assunto destacado pelo grupo a quantidade da espécie que foi avistada no local.





Pichororé                                             Foto Alexandre Picoli





Patinho                                   Foto Alexandre Picoli

 




Arapaçu-Escamado-do-Sul                               Foto Alexandre Picoli






Ação                                         Foto Cleberton Bianchini






Fêmea de Saíra -de-Papo-Preto                       Foto Morci Schmidt














Quete-do-Sul                                            Foto Morci Schmidt







Linda foto do Ferro-Velho/macho feita pelo Morci Schmidt







Hora da ação                            Foto Morci Schmidt







Abre-Asa-de-Cabeça-Cinza                                       Foto André Picoli





            Percorremos cerca de 7 km entre ida e volta onde fotografamos algumas espécies bem interessantes como o Abre-Asa-de-Cabeça-Cinza, Cabecinha-Castanha  Guaracava-de-Crista-Alaranjada, está última apenas escutamos sua voz, Verdinho-Coroado também foi avistado, Sabiá-Cica que é uma espécie bem comum de encontrar na parte alta do vale, boas fotos já é outra realidade, não dá muita moleza pro fotógrafo. Outro que se observa na maioria das vezes que saímos para a parte alta do vale e que também endurece com o fotógrafo é o Cuiú-Cuiú, passam voando no alto com sua vocalização inconfundível. Por volta das 10:30 horas começamos a retornar usando do mesmo procedimento, observando e fotografando o que aparecia no caminho.




Abre-Asa-de-Cabeça-Cinza                                       Foto Morci Schimidt
   






Macho de Beija-Flor-de-Fronte-Violeta                    Foto Morci Schmidt






Abre-Asa-de-Cabeça-Cinza                             Foto Alexandre Picoli











                Na chegada a gruta nos despedimos de alguns integrantes que infelizmente não ficariam para o almoço. Aos que permaneceram o almoço seria preparado no local, que por sinal possui uma bela estrutura,  pavilhão com churrasqueiras, banheiros, energia elétrica , mesas com bancos e uma capela onde regularmente e rezado missas,  nosso amigo Cleberton estava com sua camisa da sorte e de missa, muito famosa entre os integrantes do Coa Vales, mas infelizmente no dia não teve missa,  por outro lado, não sei se pela camisa do amigo, mas fomos sim afortunados   com um belo almoço preparado pelo Astor.





A hora do almoço.        Foto Morci Schmidt






confraternização                                    Foto: Cleberton Bianchini






           Nesses tantos anos de observação percebo a gritante falta de espécies perto de quedas de água, no tempo que estivemos no local enquanto era preparado o almoço, cerca de duas horas, poucas espécies  foram vistas, como o local do preparo do almoço era muito perto da cascata, o barulho era grande, apenas um João-Porca foi escutado, ou talvez por que dali em diante  a prioridade do pessoal já não era mais as aves e sim o almoço. A fome já dava as caras! Brincadeira minha, a prioridade sempre são aves, não importando o horário. Outra coisa marcante em nossas saídas a campo, além é claro das aves, amizade, fotografia e contato  com a natureza, é a gastronomia, acho eu que se os alados não dessem as caras não ficaríamos tristes, foram várias saídas que ela foi destaque, e nessa não foi diferente, azar do pessoal que não pode ficar, aproveito para agradecer o amigo Astor pelo almoço. Estava 10!  Ia esquecendo de agradecer o Morci pela cuca. Valeu Morci!
    E assim mais uma de nossas saídas para observar aves se encerra, conseguimos algumas boas fotos, aquele  necessário contato com a natureza se enquadrando nisso cachoeiras trilhas e aves, também a prática da ciência cidadã, já que foi postado a lista de espécies da localidade no E-bird, não podemos esquecer da gastronomia, ou seja, sábado perfeito. Obrigado pessoal!




Da esq. p/ dir. Tiago Diedrich, Morci Schmidt, Irene Gabriel, Astor Gabriel, André Picoli, Alexandre Picoli, Isabel Spaniol, Mateus Lorenzon e Cleberton Bianchini
                    As espécies destaque do dia noficaram para a enorme quantidade de Saíra-de-Papo-Preto, o Abre-Asa-de-Cabeça-cinza e a Guaracava-de-Crista-Alaranjada. A lista de espécies observadas pode ser vista .Aqui

quarta-feira, 24 de abril de 2019

Saída mensal em conjunto com o Coa Planalto Médio a Vila Maria

 Saída mensal do Coa Vales ao Município de Vila Maria
          
Cascata do Porongo  - Vila Maria                        Foto: Vitor Aguiar





Hoje, 23 de março de 2019, mais uma saída mensal do COA Vales em busca de registros de aves, desta vez em direção a Vila Maria no RS, deslocamento de uns 140 km. Estavam integrando a caravana Astor Gabriel e Irene Gabriel, Morci Schmidt, Rafael Ritter e Ana Rita Ritter, André Picoli e Mara Voos e os novos integrantes do COA Vitor Aguiar e Tânia Zanella. As boas vindas aos novos amigos, e que possam nos acompanhar nas nossas saídas em busca de aves, natureza, integração, conhecimento, descontração e alegria.....
Bom, o encontro estava marcado para as 7 hs num ponto pré-determinado nas margens da RS 324. Estava, pois para começar já atrasamos o horário visto que o companheiro André teve um percalço, uma infelicidade no caminho. Furou um pneu. Mas tudo resolvido, chegamos às 7:30 e no ponto de encontro estavam a nossa espera os anfitriões da saída, integrantes do COA Planalto Médio, Carlos Eduardo Agne, Jonas Kilpp e Cláudio Longo que gentilmente se dispuseram a nos receber e guiar nesta saída.





Integrantes do Coa Vales e do Coa Planalto Médio




         Iniciando nos dirigimos a Colônia Paraiso, Cascata das Bruxas. Como o vale ainda estava encoberto por uma intensa cerração, resolvemos fazer uma parada em um ponto do trajeto para aguardar a dissipação. Foi em uma mata de encosta e ali já conseguimos fazer belos registros. Entre outros podemos destacar o verdinho-coroado, gaturamo-bandeira, cais-cais, cabecinha-castanha....Após continuamos a descida em direção a Cascata das Bruxas...Na chegada cruzamos por um Arroio que em função da quantidade de água deu susto em alguns...mas acabou tudo bem. Alguns registros interessantes no local foram o pica-pau-de-banda-branca, guaracava-cinzenta, piolhinho-chiador e talvez o mais interessante da saída: o capitão-castanho registrado pelo Agne e pelo Jonas.









       Cascata do Maringá - Vila Maria                                   Foto Vitor Aguiar




       Depois de circular pelo local e com uma boa quantidade de aves avistadas, a aproximação do horário do meio-dia com considerável diminuição na atividade das aves, resolvemos nos dirigir até a cidade Vila Maria para o almoço. Mas como a região é cheia de quebradas, estrada para cá, estrada para lá, e com nosso guia sumido da visão tomamos a quebrada errada...hehehehe. Demorou um pouco mas nos reencontramos.  Para o almoço a sugestão dos anfitriões foi o restaurante Mais Peixe, onde fomos brindados com um belo almoço a base de filé de tilápia.
Após o almoço fomos até a Cascata do Maringá em busca dos taperuçus. Não fomos felizes na tentativa pois em função do volume de água não foi possível visualizá-los. Certamente estavam lá, mas..... A ave mais representativa que encontramos no caminho, lifer para alguns do grupo foi o coró-coró. Seguindo o cronograma previsto fomos até a Cascata do Porongo. Novamente nada do taperuçu. E foi por ali que encerramos as atividades do dia, visto o adiantado da hora e o nosso trajeto de volta seria relativamente longo.  Mas como ainda tinha surpresas guardadas para o dia o nosso amigo Rafael teve problemas com seu carro que resolveu deixa-lo a pé. Nada que não pudesse ser resolvido com um caminhão guincho depois de um teste de paciência até ele chegar......Mas para quem está na estrada são coisas que acontecem.
Mesmo assim foi um grande dia com tempo favorável em que pudemos observar uma bela quantidade de espécies. Segue a lista: ....Aqui
Um agradecimento especial do COA Vales aos integrantes do COA Planalto Médio pela receptividade e integração nos guiando nesta ida a região de Montauri e Vila Maria. Grande abraço.



Texto por Astor Gabriel


 
Pessoal em uma das trilhas                                    Foto: Rafael Ritter

quarta-feira, 6 de março de 2019

Saída para Canion Palanquinho, Criúva, Caxias do Sul

Patativa-Tropeira                                      Foto: Alexandre Picoli




      E mais uma vez pegamos a estrada para mais uma região do estado por conta da observação de aves. Desta vez o local escolhido foi o distrito de Criúva em Caxias do Sul onde o Canion de Palanquinhos e suas belezas foram um dos motivos que nos fizeram esticar mais de 100km além dos Vales. Antes, no decorrer da semana se iniciavam as tratativas para a esperada saída a campo, a previsão do tempo não era das mais animadoras, com alerta de tempestade para a localidade a ser visitada. Se pensássemos com a razão deveríamos era ter adiado a saída, mas quando o assunto é observação/fotografia de aves ou simplesmente uma paixão qualquer, a razão nunca prevalece. Pensando assim seguimos para os lados da serra motivados pela paixão e torcendo para que a previsão estivesse equivocada. Vai entender essa paixão, que faz com que as pessoas estejam no local combinado as 4 horas da manhã sem reclamar.





Rafael Ritter, Alexandre Picoli, Astor Gabriel, Morci Schmidt, André Picoli, Viviane Nagel, Thiago Henkes, Agnes Pozanato, Cleberton Bianchini, Isabel Spaniol e Mateus Lorenzon.       Foto:Agnes Pozanato


     



      Chegando ao acesso de Criúva já amanhecendo, onde se juntava a nós do Vale do Taquari o casal Thiago Henkes e Viviane Nagel vindos de Gramado e a anfitriã Agnes Pozenato de Caxias do Sul, enquanto esperávamos um Tuju dava voos em meio as Araucárias, ali já começavam os primeiros avistamentos. Já no trajeto paramos por algumas vezes: Chopin-do-Brejo, Primavera entre outros foram avistados. Em uma destas paradas escutamos um casal de João-Bobo, avistamos ao longe, com a tentativa de ir atrás se assustaram e voaram pra longe. Já tem um certo tempo que tento essa espécie que de bobo não tem nada, vários encontros e nada de foto, pelo menos para mim. No meu caso o bobo é o observador!
          Seguimos e depois de subir, descer, reta, curva, campos , matas. Ufa.....que lonjura esse tal de Palanquinhos! Chegamos com o sol querendo dar as caras e sempre pensando naquela previsão nada animadora, e já adianto pra vocês, o dia foi incrível, a paixão prevaleceu sobre a razão e fomos recompensados com um ótimo  sábado de sol. Infelizmente me encontrava debilitado por uma forte gripe, mas lembram quando falamos da razão e da emoção, então......






Amanhecer do dia já no local                              Foto: Morci Schmidt






Vista parcial do canion                        Foto: Morci Schmidt





Pessoal admirando a paisagem                                 Foto: Morci Schmidt





   
      Chegamos e de cara a ação já começava, muitos Coleirinhos, um Tio-Tio cantava do outro lado do banhado, Piá-Cobra, mais Coleirinhos mas nada dos donos da festa aparecerem, então o grupo se separou, separados cobriríamos mais espaços e com isso mais possibilidades de encontrarmos os donos da festa, tudo isso sem planejar, no fim acabou dando certo, ao longe avistava um dos grupos mandando bala na borda do banhado do lado oposto de onde estávamos eu o André e o Rafael, dava para se dizer os desgarrados. Tentamos atravessar o banhado mas sem chance, teríamos que retornar de onde viemos,  na tentativa de atravessar e o dia já começando a esquentar sem ter fotografado praticamente nada, no mesmo local que tínhamos atravessado  e agora retornávamos, passa algo pequeno e avermelhado e pousa em um caraguatá na nossa frente. Caboclinho-de-Barriga-Vermelha! Um macho pousava bem em nossa frente, adrenalina nas alturas, na tentativa de aproximação se assustou e voou pra longe, fomos atrás mas sem chance pra fotos, até saiu algumas fotos mas não a altura da espécie, só pra registro mesmo. Voltamos a nos encontrar com o restante do pessoal e realmente tinham fotografado a Patativa-Tropeira.




Tio-Tio                                          Foto: Astor Gabriel





             Paramos pra lanchar e depois de alguns minutos de descanso, seguimos para lida novamente, e agora com algumas dicas do pessoal que já tinham fotografado a Patativa, que era a maioria. E não é que deu certo, de início avistamos a fêmea com um comportamento meio estranho e com algo no bico, logo pensamos em filhotes, mas nada de avista-los muito menos o macho que caracteriza bem a espécie. Tentamos com o playback e os filhotes no ninho responderam, após avistamos o ninho com dois filhotes, de uma distancia segura fotografamos os bichinhos e percebemos pela imagem que estavam com alguns parasitas. Deixamos o local e em seguida apareceu o pai, conseguimos também a desejada foto da espécie.




Patativa-Tropeira/ fêmea                              Foto:Alexandre Picoli



Em caso de ninhos é recomendado que faça a foto em uma certa distância pra não atrapalhar o processo natural da ave,  foi o caso desta imagem.    Foto: Astor Gabriel





Patativa-Tropeira / macho                                 Foto: Alexandre Picoli
         


                Após o desejado encontro, seguimos até o canion e em seguida nos encontramos com o restante do pessoal na borda de uma mata a beira da estrada, ali várias espécies foram avistadas destaque para o Arapaçu-de-Garganta-Branca. Como ainda era cedo resolvemos seguir além do canion, e de dentro do carro avistamos ao longe novamente o Caboclinho-de-Barriga-Vermelha e desta vez nos deu chance de uma boa aproximação e fotos,  e pra nossa surpresa mais adiante, para a alegria da galera apareceram três indivíduos da espécie Urubu-Rei, que foram também grandes destaques de nossa saída. Falando em rapinantes pensamos um pouco antes ter avistado um casal de Águia-Cinzenta, mas foi alarme falso, eram dois Carcarás que descansavam a sombra de uma grande árvore. Nesse mesmo local foram observados um bando de Maria-Preta-de-Penacho casal de Gibão-de-Couro e sobrevoando o local um Gavião-de-Rabo-Branco. Na volta um João-bobo deu as caras sobre a fiação de energia elétrica.





João-Bobo                                  Foto: André Picoli

Urubu-Rei                              Foto: André Picoli




Pessoal na paisagem local                         Foto: Rafael Ritter





Canário-do-Campo                             Foto: Astor Gabriel




Maria-Preta-de-Penacho                               Foto: Astor Gabriel




Maria-Preta-de-Penacho                                            Foto: Alexandre Picoli





Caboclinho-de-Barriga-Vermelha / macho                               Foto: Alexandre Picoli
   




Pintassilgo                                           Foto: Astor Gabriel



Gavião-de-Rabo-Branco                                                   Foto:Alexandre Picoli






   Depois de temermos por conta de uma previsão de tempo que não se confirmou, ao final do dia tivemos uma bela e proveitosa saída a campo, com as espécies alvos para a grande maioria do grupo, que eram os dois Sporophilas, riscadas de nossas listas,  com avistamentos super interessantes que foram os casos da família de Urubus-reis o Arapaçu-de-Garganta-Branca e o João-Bobo. Outro grande destaque  foi o excelente grupo que formamos e sua paixão por observar/fotografar esses seres alados que faz com que acordem muito cedo e contrariando toda e qualquer previsão adversa, viajem dezenas e as vezes centenas de quilômetros simplesmente para ver pássaros, na busca pelo sentimento que todo o observador de aves procura e sabe do que estou falando, que é estar frente a frente com uma espécie vista pela primeira vez  e sentir a adrenalina subir as alturas afastando qualquer cansaço ou indisposição que possa no momento estar sentindo, mas que ao mesmo tempo não deixa de dar importância para espécies relativamente mais comuns e aquele necessário contado com a natureza  e a amizade envolvida entre os integrantes em nossas saídas. Até a próxima!
      A lista das espécies observadas pode ser conferida aqui.



Vista do local                                     Foto: Cleberton Bianchini

terça-feira, 5 de março de 2019

Encontro anual do COA Vales em Sete Léguas, Boqueirão do Leão/RS

Vista de cima da cachoeira com o Perau da Nega ao fundo                            Foto: Gabriela Santos
 
            Primeiramente queria parabenizar o grupo pela grande participação em nossa última saída, ao todo foram 15 integrantes, e mesmo com a trilha pesada, distância e demais obstáculos tivemos um belo final de semana. Parabéns pessoal!
            O local visitado desta vez foi a área da família Knipoff no entorno do Perau da Nega, ponto turístico bem famoso do município de Boqueirão do Leão, no Vale do Rio Pardo. Local este que possui relevo bastante acidentado em sua maioria e vegetação bem preservada em diversos locais, e que por tal motivo estuda-se a criação de uma unidade de conservação local, nisso tudo se encaixa o Coa Vales, que com suas listas de observação da avifauna colabora para que a possível unidade vire realidade. Um dos melhores, se não o melhor, locais para observação de aves entre as duas regiões ( Vale do Rio Pardo e Taquari).
          No primeiro dia, sábado, todos reunidos no local e já ansiosos para iniciarmos a trilha, e sabendo que possivelmente iríamos encontrar alguma espécie mais relevante, o que aguçava nossa imaginação ainda mais. Já no parque de rodeios local onde tudo se iniciaria, já aparecia algumas espécies como Nei-Nei, Anambé-de-Bochecha-Parda ...




Anambé-de-Bochecha-Parda                                            Foto Alexandre Picoli



        Já na trilha vocalizavam várias espécies e a de maior destaque foi o Surucuá-de-Barriga-Amarela, que infelizmente não se deixou fotografar, essa foi a espécie mais importante para que começássemos a explorar a região, já que se tinha relatos de sua presença bem antes de nossas incursões ao local. Outro que mais adiante deu as caras foi o Arapaçú-de-Bico-Torto junto a um bambuzal, o que surpreendeu o grupo, já que foi o primeiro registro da espécie para o local. Vários outros em bando misto se apresentaram nas copas das árvore: Tiês, Verdinho-Coroado, Saíra-de-Papo-Preto e muitos outros.



Arapaçu-de-Bico-Torto.         Foto: André Picoli


 Ponto da trilha onde encontramos o Arapaçu-de-Bico-Torto           Foto: Gabriela Santos


Surucuá-de-Barriga-Amarela /Fêmea  Imagem feita na mesma trilha em outra ocasião Foto: Alexandre Picoli

Surucuá-de-Barriga-Amarela/macho                        Foto: Alexandre Picoli
   

          Paramos em uma espécie de campina no meio da mata para lancharmos e aproveitar para observar alguns rapinantes, acho que por causa do horário e condições do tempo, estava nublado e com um pouco de serração, apenas alguns rapinantes e um jovem Azulão se apresentaram. Seguimos depois do lanche, entre uma conversa e outra, algumas espécies e aparentemente uma mata bem preservada. Chegamos a outra campina, está bem maior e logo a frente um casal de Bem-Te-Vi-Pirata agitava o local, junto a eles haviam outras espécies como a Maria-Preta-de-Bico-Azulado e um casal de Caneleiro-Preto. Depois de alguns minutos observando o comportamento das espécies resolvemos retornar dali. Já na volta, como a trilha estava molhada e escorregadia, o cansaço apareceu e a fome junto, o pensamento já estava na carne assada que mais tarde seria nossa janta.




Campina                                            Foto: Gabriela Santos



Jovem Azulão           Foto: Alexandre Picoli

Bem-Te-Vi-Pirata                                      Foto: Alexandre Picoli

        Já no parque municipal, preparamos o local do churrasco tudo no improviso, e pelo fato de estarmos em parque de rodeios ficou tudo mais campeiro. Satisfeito com a janta se aproximava a hora da corujada, logo de cara, poucos metros mata a dentro um Uru dava seu último aviso do dia e deixava bem claro que aquele território tinha dono, foi muito legal escutar a espécie pela primeira vez. Logo depois apareceu a primeira coruja, Corujinha-do-Sul, em seguida um casal de Corujinha- do-Mato e permitiram que todos fotografassem. A noite se apresentava com plena escuridão e para deixar tudo mais perfeito do alto se escutou um lamento meio entristecido, um casal de Mãe-da-Lua resolveu  deixar a noite escura com um ar ainda mais misterioso. E com os lamentos da Mãe-da-Lua se encerrava nossa passarinhada do dia.




Mãe-da-Lua                                                                 Foto: Alexandre Picoli



Corujinha-do-Mato                     Foto: Alexandre Picoli

Local da confraternização                        Foto: Rafael Ritter

Corujinha-do-Sul .        Foto: Alexandre Picoli


                       No dia seguinte cedo da manhã, nos encaminhamos para trilha nas proximidades do Perau da Nega. Reza a lenda que século atrás uma escrava em fuga  pulou para sua liberdade quando se viu entre o perau e seu escravizador, por isso do nome. Lendas a parte seguimos a trilha logo depois de apreciarmos a queda d'água, pena que poucas espécies foram vistas, acho que pelo barulho da cascata ou não vocalizavam mesmo. Realizamos a volta, cruzamos o rio várias vezes até chegarmos ao local de partida só que pela parte de baixo da cascata. Segundo dia foi mais aventura que observação,  as duas coisas andam lado a lado então tá tudo certo. Dali seguimos até um restaurante na cidade, almoçamos e fizemos uma breve reunião para planejarmos as saídas para o ano que se iniciava.





Vista parcial do perau                            Foto: Gabriela Santos

Cachoeira junto ao perau                                             Foto: Gabriela Santos

 Aproveitamos bem os dois dias, revemos amigos que a muito não víamos como o Samuel Oliveira, que estava passando férias e com pouco tempo que tinha ainda participou da saída pela parte da manhã de sábado e volta para seus estudos no EUA/México, também fizemos novas amizades como o casal Mateus Lorenzon e Isabel Spaniol que saíram conosco pela primeira vez, teve também o amigo Ricardo Lau  e sua família, Cristina Felicio e seu filho Muriel que com pouca idade já acompanha os pais nessas aventuras.  Como dito a  saída teve uma grande adesão, e de novo agradeço a todos os participantes.
        As espécies de destaque da saída ficaram por conta do Arapaçu-de-Bico-Torto e do Uru. A lista da espécies observadas você encontra aqui. Até a próxima!