sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Relatos

Buenas amigos

Neste tópico realizarei um resumos das saídas de observação que realizei sozinho, ou na companhia de amigos, durante o mês de outubro.

        Na primeira saída, no dia 14 de outubro, fui até o Jardim Botânico de Lajeado. A área é boa para uma escapadinha ornitológica dentro da cidade. Já fui muitas vezes lá no decorrer destes anos de observador. Posso dizer que meus primeiros passos como apaixonado por aves foram dados neste local. Nós, eu e JBL, temos uma boa história de companhia, hehehe. Desde o tempo em que frequentava com assíduo o JB, tenho registrado cerca de 110 espécies de aves no local. Já avistei um gato do mato pequeno lá, no início de novembro de 2010.
       Neste último dia que fui lá, cheguei por volta de 16h da tarde. Comecei pela entrada e fui subindo as trilhas, evitei a trilha da cascata por causa do barulho. Subi toda a trilha, até a Av. Benjamin Constant, depois retornei pela trilha do tatu. Quando chegava de volta na entrada da trilha da cascata, parei para observar uma Synallaxis cinerascens (pi puí) dando o ar da graça. Fiquei praticamente imóvel por alguns minutos e quando me viro para retornar a caminhar, percebo alguém caminhando silenciosamente na trilha. Vinha ele de cabeça baixa, na tranquilidade de quem está com a vida ganha. Quando chegou, a cerca de 10 metros de mim, parou e me olhou nos olhos. Peguei o binóculo e ficamos trocando olhares por alguns instantes. Resolvi pegar o celular para tentar uma foto, mas não deu tempo. O meu companheiro de trilha era um indivíduo de Puma yagouaroundi (gato mourisco). Lindo demais. Nunca havia visto um destes pessoalmente. Fiquei muito, muito feliz com o encontro. Foi demais.
         Os destaques da tarde, relacionado a aves, fica por conta do Legatus leucophaius (bem te vi pirata). Escutei um individuo na subida da trilha, bem próximo ao local que avistei o gato na volta. Esta espécie não é tão comum em lajeado, encontrei ela algumas vezes somente, sendo que esta foi a segunda vez. Na semana seguinte havia um indivíduo perto da minha casa, ficou cantando por ali durante dois dias e depois não vi mais.

A lista completa pode ser conferida aqui


       Na segunda saída, tive o prazer da companhia do Kadinho (Ricardo Lau). Desta vez fomos para o interior de Sério. O dia prometia chuva, mas segurou a manhã toda e conseguimos realizar a passarinhada na boa. O Kadinho havia estado lá uma semana antes, quando encontrou o Trogon rufus (surucuá de barriga amarela). 
      A manhã foi excelente, avistamos inúmeras espécies. De início, escutamos a Grallaria varia (tovacuçu) cantando do outro lado do riacho. Fomos subindo e estes cantaram em diversos pontos da trilha. Havia inúmeros indivíduos desta espécie, mas não conseguimos realizar um registro. Também fomos surpreendidos por, possivelmente, um casa de Triclaria malachitacea (sabiá cica). Estes fulanos são muito silenciosos quando estão parados, dificultando a observação. No final, encontramos uma Erythrina falcata (corticeira da serra) carregada de flores e, consequentemente, de beijas flor. Em determinados momentos, podia-se ver mais de 5 indivíduos voando no topo. Tivemos dificuldades de identificar alguns devido a altura da copa da mesma.

A lista completa pode ser conferida aqui.


       Na terceira saída, estive no morro gaúcho acompanhado do grande amigos Astor. Estivemos na face sudoeste do Morro Gaúcho. Nesta porção, tem vegetação bem preservada, apesar das inúmeras trilhas que foram abertas no local por trilheiros, e mais recentemente, por praticantes de corrida de montanha. Logo na chegada avistamos um bando de Ictinia plumbea (sovi) sobrevoando o local. Chamou-nos a atenção em virtude do horário, pois ainda era antes das 7h. A manhã foi produtiva, apesar do pouco tempo que ficamos por lá.

A lista completa pode ser conferida aqui.



até a próxima amigos

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